A imagem e os terreiros do Distrito Federal

Em Brasília, os terreiros têm sofrido fortes ataques.  Em 2007, vândalos destruíram o único espaço destinado às comunidades tradicionais de religiões de matriz africana e brasileira, a Praça dos Orixás, na Prainha, ponto turístico próximo à Ponte Costa e Silva,  às margens do Lago Paranoá. “Chegou-se ao absurdo de degolar e queimar uma estátua de Iemanjá”, pontua  o fotógrafo Luiz Alves, durante o debate.

Nestes tempos em que a religião ronda o debate político, é importante salientar que o Brasil é um país laico, portanto a liberdade de expressão religiosa precisa ser respeitada. Para ele, o conhecimento propiciado por meio da fotografia é uma forma de combater sinais claros de ódio e intolerância.

Sobre os terreiros do Distrito Federal, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN -DF) lançou no início de 2010 o livro  Inventário dos Terreiros do Distrito Federal e Entorno. A pesquisa foi realizada pela ONG Associação Positiva de Brasília, e coordenada pelo doutor em educação Jorge Manuel Adão. As entrevistas foram feitas pelos pesquisadores Alexandre Pondes, Jarbas Renato Nogueira, Ada Dias Pinto e Tiago Gomes de Araújo.

Também o  trabalho de documentação visual das comunidades de terreiro do Distrito Federal, iniciado pelo sacerdote Roberval Falojutogun Marinho e pelo fotógrafo Duda Bentes, ressalta a importância da criação de visibilidade sobre os terreiros. Neste trecho de seu depoimento, ele  fala sobre elementos da estrutura ritual registrados nesse processo. Assista em:

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